
Perspectivas de gênero na pobreza energética: implicações para mulheres e meninas
A pobreza energética, definida como a incapacidade de acessar serviços energéticos adequados no lar, continua sendo um desafio global que afeta desproporcionalmente mulheres e meninas. Essa realidade não só limita o acesso a serviços básicos, como também impacta negativamente a saúde, a educação e a qualidade de vida, perpetuando o ciclo da pobreza. As mulheres, especialmente em países em desenvolvimento, enfrentam os maiores impactos da pobreza energética devido às desigualdades de gênero e aos papéis sociais atribuídos. São elas as principais responsáveis por coletar lenha e cozinhar, atividades que consomem tempo e colocam sua saúde e segurança em risco. A exposição constante à fumaça de combustíveis sólidos, lenha e carvão, está relacionada a doenças respiratórias e cardiovasculares, sendo responsável por milhões de mortes anuais, majoritariamente entre mulheres e crianças. Nos países desenvolvidos, a pobreza energética está mais relacionada à dificuldade de custear serviços energéticos e a ineficiência energética. Mulheres idosas e chefes de família são particularmente vulneráveis devido a rendimentos mais baixos e responsabilidades de cuidado. Assim, políticas públicas com enfoque de gênero que promovam o acesso universal à energia segura, moderna e acessível são essenciais para mitigar desigualdades e fomentar o desenvolvimento socioeconômico sustentável.








