O artigo busca analisar aspectos jurídicos da utilização do hidrogênio como fonte de energia. Para tanto, de início, serão apresentados os possíveis usos do hidrogênio (mobilidade, residencial, energia e indústria), as razões para seu recente destaque no cenário internacional (notadamente a celebração de acordos para redução de emissão de gases causadores do efeito estufa) e os processos físicos ou químicos para separá-lo de outros elementos químicos para permitir seu uso como fonte de energia (hidrogênio verde, cinza, azul, turquesa e marrom). Na sequência, tendo em vista que as discussões regulatórias no Brasil ainda são incipientes, serão listadas as principais normas a respeito do assunto já editadas nos Estados Unidos da América e na União Europeia. Diante dessas considerações, serão expostas as perspectivas jurídicas para regulação do hidrogênio como fonte de energia no cenário brasileiro, com foco na viabilização da produção, armazenamento e transporte de hidrogênio e na competitividade do produto (redução de custos e implementação de políticas públicas fomentadoras).