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Os fundos de riqueza soberana (FRS), historicamente concebidos como instrumentos de prudência fiscal, vêm assumindo papel crescente na agenda climática, seja como gestores dos riscos físicos e de transição a que estão expostos, seja como financiadores da transição para uma economia de baixo carbono. Este artigo analisa a interface entre as funções dos FRS e a ação climática. Primeiro, apresenta uma tipologia dos fundos segundo seus mandatos e discute como a agenda climática se insere em cada um deles. Em seguida, distingue as dimensões de poupança e desenvolvimento frente à ação climática. Por fim, examina o caso do Fundo Soberano do Espírito Santo (FUNSES), cuja arquitetura de poupança/estabilização e desenvolvimento oferece um modelo de alinhamento…