Ensaio Energético

Energia Elétrica

Transição Energética Brasileira: A liderança renovável e seus desafios

A transição energética é uma trajetória global que está em consolidação e passa a focar o alcance de emissões líquidas zero em meados do século. Os países contam com diferentes pontos de partida, objetivos e meios para promover a descarbonização da matriz energética. O Brasil conta um ponto de partida favorável na transição, com elevada participação de renováveis no mix energético. No entanto, há desafios relevantes na trajetória para o net zero: avançar em tecnologias cruciais para zerar emissões (hidrogênio, baterias, CCUS e biocombustíveis avançados); evitar que a bonança do pré-sal comprometa a transição; modernizar os incentivos para fontes limpas e incluir objetivos sociais que acarretem em uma transição energética justa.

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Combustível

Os impactos no downstream dos megacomplexos de refino petroquímicos chineses

A transição energética desafia a indústria de óleo e gás (O&G) e, em especial, a de downstream: retração
da demanda, elevação de custos e limitações na capacidade de crescimento da oferta. A sobreoferta de
petróleo é um cenário provável e as grandes petroleiras buscam alternativas para lidar com isso. A China
tem procurado aumentar sua competitividade no downstream por meio de grandes projetos que integram
o refino e a petroquímica, assegurando ganhos de escala, escopo que se somam ao acesso a capital barato.
Ademais, tem procurado fortalecer laços comerciais e arranjos produtivos regionais, a fim de diversificar
fontes e garantir um suprimento de baixo custo e constante de matérias-primas. Caso seja bem-sucedida
em sua política, os megacomplexos de refino-petroquímica podem mudar a estrutura de preços relativos
de diversas matérias-primas e, por consequência, dos produtos petroquímicos ao redor do mundo.

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Combustível

Nas alturas? O impacto do aumento do preço do querosene de aviação nas tarifas aéreas domésticas

O setor aéreo foi um dos mais prejudicados pela pandemia da covid-19. No período mais crítico, oferta e demanda de voos despencaram 92% e 94% no Brasil, respectivamente. Embora o setor esteja ainda em fase de recuperação, o fato de o preço do querosene de aviação (QAV) ter triplicado em menos de dois anos é um entrave, já que um terço dos custos das empresas aéreas é com QAV. Como consequência, as empresas não tiveram alternativa a não ser repassar o aumento às tarifas, que decolaram. Entre os meses de janeiro de 2020 e junho de 2022, houve 22 aumentos e 7 reduções no preço do QAV. No entanto, no mesmo período, as tarifas aéreas subiram 18 vezes e recuaram 11, indicando que as empresas tenderam a retardar o repasse, na medida do possível, para acelerarem sua recuperação aos níveis pré-pandêmicos.

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Gás Natural

Análise de impacto socioeconômico da produção de gás natural em terra a partir do estudo de caso de Santo Antônio dos Lopes/MA

Se por um lado os números do offshore brasileiro são atrativos quantitativa e qualitativamente, por outro sua importância não pode negligenciar o crescimento de outras frentes na indústria. Nesse contexto, o município de Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão, coloca-se como objeto de análise para discutir a importância de mecanismos de atração de investimentos para a atividade de produção de gás em terra no Brasil. O presente artigo se proporá a apresentar o impacto socioeconômico da atividade de exploração e produção de hidrocarbonetos em terra no município de Santo Antônio dos Lopes/MA e avaliar se o referido impacto incorreu em benefícios concretos para a população santo-antoense.

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Energia Elétrica

Precificação do carbono: implementação de um mercado no Brasil e experiência internacional

Os mercados de energia estão vivendo uma marcha forçada rumo à descarbonização em todo o mundo. Como principal responsável pelas emissões de GEE, as empresas com modelo de negócios baseados em combustíveis fósseis estão buscando superar esses desafios e lidar com a nova realidade. Além da pressão da sociedade (e acionistas) em buscar soluções, a regulação terá um papel central em limitar as emissões de GEE. Alguns países e regiões já contam com mercado compulsório de carbono com limitações de emissões de GEE e comercialização das permissões de emissões, e outros estão se encaminhando em adotar os mesmos modelos. O objetivo do artigo é avaliar a experiência da União Europeia e discorrer sobre as especificidades brasileiras.

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Bioenergia

Biogás de resíduos da pecuária: uma comparação do caso da Califórnia e de Minas Gerais

Califórnia e Minas Gerais são grandes estados produtores de biogás em seus países. Em particular, os dois são os estados com maior número de plantas de biogás que utilizam resíduos da pecuária, principalmente, dejetos de gado leiteiro e dejetos de suínos. Apesar desta similaridade, o perfil da produção e uso do biogás são bem distintos entre cada um deles.
Este artigo compara a atual indústria do biogás entre os dois estados identificando os motivos que explicam o maior foco da produção de biometano no caso da Califórnia e o maior foco em eletricidade em Minas Gerais. Além do perfil de produção de cada estado, as regulações voltadas para energias renováveis, as políticas de fomento de energias renováveis e a facilidade de acesso à infraestrutura são avaliados.

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Energia Renovável

Ciclos e crises: a dinâmica recente das políticas energéticas

O mundo tem vivenciado tempos instáveis e difíceis. É provável que estejamos vivenciando um novo choque do petróleo ou mesmo de gás. Ao mesmo tempo, muito tem se discutido sobre políticas energéticas nas áreas de segurança do abastecimento e de clima. Este artigo tem como objetivo discutir a dinâmica recente das políticas energéticas sob uma perspectiva de ciclos e crises. Também são trazidas algumas definições do que são as políticas energéticas e como se desenvolvem. Apesar das medidas anunciadas em resposta à guerra na Ucrânia terem como foco a segurança do abastecimento, observou-se que o período recente foi marcadamente relevante para a geração de novas políticas energéticas, sobretudo aquelas relacionadas ao clima e ao desenvolvimento socioeconômico. Restaria saber se este foco persistirá. A despeito de como definir quais são as “boas” políticas energéticas, deve-se lembrar que qualquer que sejam elas, estarão sempre contextualizadas no espaço e no tempo.

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Energia Elétrica

Eólica Offshore: nova fronteira energética que o Brasil está prestes a alcançar

Recentemente começou a ser observado no Brasil ações visando desenvolver o setor de energia eólica offshore. Atualmente, há uma grande expectativa para que o Brasil comece a desenvolver projetos de energia eólica offshore, principalmente com a perspectiva de surgimento do mercado de hidrogênio verde no país. Assim sendo, este artigo tem como objetivo apresentar como se encontra o setor de energia eólica offshore no Brasil.

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Energia Elétrica

Dez Anos da MP 579: Reflexões para o Término de Concessões na Próxima Década

O ano de 2022 marca dez anos da edição da Medida Provisória nº 579/2012, a qual endereçou o término de concessões vincendas de geração, transmissão e distribuição de eletricidade através de renovação antecipada das outorgas e mudança de regime remuneratório, visando a modicidade tarifária. A falta de interlocução e transparência ao longo de todo o processo resultou em judicialização e percepção crescente de risco. A experiência da MP 579 é rica para aprimorar o processo decisório do Poder Concedente nas decisões a serem enfrentadas nos términos de concessões na próxima década, que englobam 20 GW de geração, 8 mil km de linhas de transmissão e 20 concessionárias de distribuição (60% do mercado nacional).

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Bioenergia

A nova bioenergia dos anos 2020

Este artigo defende a tese de que os biocombustíveis e, de modo geral a bioenergia, estão entrando numa nova era que apresenta novas características tecnológicas e de inovação. Logo, novas estratégias empresariais e novas políticas devem ser necessárias. Como essa nova fase se formou? Em que ela difere dos anos anteriores? Quais são suas características principais? Que desafios o Brasil teria para manter sua posição competitiva na nova bioenergia? O artigo não pretende certamente responder a todas essas perguntas. O objetivo é apenas lançar uma discussão mais abrangente do tema que muitas vezes tem sido tratado de forma restrita a cada produto ou tecnologia.

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