Ensaio Energético

Bioenergia

XIII Jornada Científica (JC) em Economia da Energia em 2026

A Associação Brasileira de Economia da Energia (ABEE), capítulo brasileiro da International Association for Energy Economics (IAEE), realizará em 6 de março de 2026, no Rio de Janeiro, a XIII Jornada Científica em Economia da Energia, em formato híbrido (presencial e remoto), no Instituto de Energia da PUC-Rio. A Jornada tem como objetivo estimular a produção científica na área de economia da energia, oferecendo visibilidade nacional e internacional a pesquisas desenvolvidas por mestrandos, doutorandos e recém-doutores. Os 10 melhores trabalhos selecionados serão apresentados na Jornada, e os 2 melhores artigos receberão o Prêmio ABEE de Excelência Acadêmica 2026. Os autores vencedores receberão bolsa completa para participar da 47ª Conferência Internacional da IAEE, que acontecerá em julho de 2026, em Santiago (Chile), com passagens, inscrição e auxílio acomodação custeados pela ABEE.

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Gás Natural

Inconsistências na Intensidade de Carbono do Gás Natural e seus impactos sobre a meta volumétrica de aquisição de biometano

O mercado brasileiro de biometano tem passado por importantes mudanças regulatórias, impulsionadas pelo Decreto nº 12.614/2025 e pela Consulta Pública nº 199/2025 do MME. Para subsidiar esse processo, a EPE publicou a Nota de Esclarecimento sobre a Estimativa das Metas de Biometano para 2026. No entanto, a expressiva diferença entre a IC do GNV (76,85 gCO₂eq/MJ) e a do gás natural utilizado na geração elétrica (136,11 gCO₂eq/MJ) sugere inconsistências metodológicas, já que ambos utilizam o mesmo gás natural, com teor de carbono e infraestruturas equivalentes. Este artigo demonstra que existe uma inconsistência na IC aplicada ao gás natural para geração elétrica, uma vez que ela reflete emissões de energia secundária, mas foi emprega sobre o balanço de energia primária, gerando dupla contagem das emissões relacionadas às perdas de conversão. Propõe-se, portanto, que essa IC seja ajustada para 71,56 gCO₂eq/MJ, valor referente às emissões de energia primaria e fundamentado sobre as mesmas premissas aplicadas ao GNV. Essa correção resulta em um aumento de 6,02% na meta volumétrica de biometano estimada originalmente pela EPE para 2026.

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Energia Elétrica

O cenário atual das perdas de eletricidade no Setor Elétrico Brasileiro

As Perdas Não Técnicas (PNT) Reais de eletricidade (o popular “gato”) tiveram um custo de R$10,3 bilhões em 2024 no Brasil. Diante deste problema, o objetivo deste artigo é descrever o cenário atual das perdas no Brasil, buscando apresentar o impacto financeiro para o sistema elétrico brasileiro e medidas que poderiam ser utilizadas para mitigar tal problema. Uma sugestão apresentada neste trabalho para enfrentar as PNT seria a modificação e ampliação da Tarifa Social de baixa renda aliada com medidas de Reconhecimento de áreas com Severas Restrições à Operação (ASRO), sendo financiada com recursos provenientes da diminuição de subsídios já presentes no setor elétrico brasileiro e que não estão em consonância com a realidade atual.

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Energia Elétrica

Aprimoramento do Marco Regulatório do Setor Elétrico Brasileiro Frente à Abertura do Mercado Livre para Todos os Consumidores – uma Proposta de Transição para o Futuro

O artigo analisa a evolução do mercado livre de energia elétrica no Brasil desde 1995 e propõe um plano regulatório para sua abertura total. O objetivo é garantir uma transição segura e eficiente para todos os consumidores, preservando a estabilidade jurídica e financeira do setor. O estudo identifica quatro pilares essenciais para essa transição: definição de um cronograma oficial, campanhas de conscientização, aprimoramentos no segmento de distribuição e criação do Comercializador de Energia Regulada. Os resultados destacam que a abertura completa exige separar atividades de distribuição e comercialização, fortalecer o varejo e colocar o consumidor no centro do novo modelo, promovendo maior concorrência e eficiência no setor elétrico.

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Energia Renovável

O papel da rede de transporte na transição energética: propostas regulatórias para a injeção de biometano em gasodutos no Brasil

O Brasil vive um momento histórico com a abertura do mercado de gás natural, um processo que vem ocorrendo há pouco mais de dois anos com a entrada em vigor da Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021). O gás natural é um recurso de grande relevância na matriz energética brasileira, sendo utilizado em diversos setores (como a geração de energia elétrica, a indústria, o transporte, residências e comércios) e considerado combustível fundamental para a transição energética, na medida em que substitui combustíveis fósseis mais poluente e complementa a oferta das fontes renováveis intermitentes. Neste contexto, o fortalecimento e expansão do sistema integrado de gás natural são fundamentais para conectar as fontes de suprimento ao mercado e garantir a formação de um mercado aberto e competitivo e a segurança do abastecimento. A Nova Lei do Gás confere tratamento regulatório equivalente entre o gás natural e o biometano, o que permite a sua imediata introdução na infraestrutura de transporte, desde que respeitadas as especificações de qualidade da ANP. Por outro lado, a estruturação da cadeia de negócios do biometano ainda incipiente e a necessidade de acelerar a transição energética demandam alguns tratamentos diferenciados a este energético. O objetivo deste artigo é apresentar propostas de aperfeiçoamento regulatório para a incentivar a injeção de biometano na rede de transporte como medida para o desenvolvimento do mercado de biometano e descarbonização da economia.

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Gás Natural

Qual é o impacto do controle das tarifas de escoamento e processamento sobre o preço da molécula do gás natural?

O Programa Gás para Empregar apontou que as tarifas de escoamento e processamento seriam os principais fatores responsáveis pelo elevado custo do gás natural no Brasil. Diante disso, o programa recomendou que essas tarifas fossem controladas, de modo a viabilizar uma redução significativa no preço do insumo. Essas recomendações foram incorporadas no Decreto nº 12.153/2024, criando uma expectativa de uma redução imediata no preço do gás natural no Brasil. Dessa forma, este artigo discuti quais são os possíveis impactos do controle das tarifas de escoamento e processamento sobre o preço da molécula. Os resultados deste estudo indicam que o controle não deve produzir uma redução estrutural do preço do gás natural no Brasil. A análise evidencia que, enquanto o Brasil mantiver sua condição de importador líquido, o preço doméstico do gás natural seguirá alinhado às referências internacionais, limitando o impacto de políticas focadas apenas na redução de custos internos da cadeia. Nesse cenário, eventuais cortes tarifários tendem a ser absorvidos pelos comercializadores, sem reflexos diretos para o consumidor final.

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Energia Renovável

Pobreza energética em tempos de crise: evidências da Alemanha, Argentina, Colômbia e Espanha

A crise energética pós-pandemia impactou tanto a Europa quanto a América Latina, elevando os preços da energia. Diante desse cenário, este ensaio apresenta a proporção de famílias em situação de pobreza energética em 2022 na Alemanha, na Argentina, na Colômbia e na Espanha, com base no indicador Ten Percent Rule (TPR). A Espanha é o país com a maior incidência de pobreza energética, seguida da Alemanha. Apesar das políticas adotadas por esses países, a crise energética evidenciou a exposição das famílias diante dos fortes aumentos no custo da energia.

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