Ensaio Energético

Gás Natural

Qual é o impacto do controle das tarifas de escoamento e processamento sobre o preço da molécula do gás natural?

O Programa Gás para Empregar apontou que as tarifas de escoamento e processamento seriam os principais fatores responsáveis pelo elevado custo do gás natural no Brasil. Diante disso, o programa recomendou que essas tarifas fossem controladas, de modo a viabilizar uma redução significativa no preço do insumo. Essas recomendações foram incorporadas no Decreto nº 12.153/2024, criando uma expectativa de uma redução imediata no preço do gás natural no Brasil. Dessa forma, este artigo discuti quais são os possíveis impactos do controle das tarifas de escoamento e processamento sobre o preço da molécula. Os resultados deste estudo indicam que o controle não deve produzir uma redução estrutural do preço do gás natural no Brasil. A análise evidencia que, enquanto o Brasil mantiver sua condição de importador líquido, o preço doméstico do gás natural seguirá alinhado às referências internacionais, limitando o impacto de políticas focadas apenas na redução de custos internos da cadeia. Nesse cenário, eventuais cortes tarifários tendem a ser absorvidos pelos comercializadores, sem reflexos diretos para o consumidor final.

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Energia Renovável

Pobreza energética em tempos de crise: evidências da Alemanha, Argentina, Colômbia e Espanha

A crise energética pós-pandemia impactou tanto a Europa quanto a América Latina, elevando os preços da energia. Diante desse cenário, este ensaio apresenta a proporção de famílias em situação de pobreza energética em 2022 na Alemanha, na Argentina, na Colômbia e na Espanha, com base no indicador Ten Percent Rule (TPR). A Espanha é o país com a maior incidência de pobreza energética, seguida da Alemanha. Apesar das políticas adotadas por esses países, a crise energética evidenciou a exposição das famílias diante dos fortes aumentos no custo da energia.

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Bioenergia

O mercado de biometano em construção parte V: A necessidade de substituição do diesel para desenvolvimento do potencial de biometano do estado de São Paulo

Este artigo propõe a substituição do diesel em veículos pesados e no próprio setor sucroenergético como a estratégia viável para destravar o mercado de biometano em São Paulo. A pesquisa demonstra uma notável convergência entre o potencial de oferta e demanda no estado de São Paulo. O consumo de diesel ao longo dos corredores rodoviários é de 7 MMm3/dia, valor quase equivalente ao potencial de produção de biometano da região no entorno das rodovias (6,8 MMm3/dia). Conclui-se que a criação de “corredores sustentáveis” de biometano é uma opção factível, representando uma oportunidade única para descarbonizar o transporte pesado, embora dependa da superação de desafios como a coordenação entre agentes da cadeia e a equalização de preços.

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Energia Elétrica

O Panorama Atual dos Ônibus Elétricos no Brasil

Recentemente, começou a ser observado no Brasil ações visando estimular a adoção e produção de ônibus elétricos. Assim sendo, este artigo tem como objetivo apresentar como se encontra o setor de ônibus elétricos no país. Para tanto, o artigo apresenta os benefícios e desafios para a adoção de ônibus elétricos, o panorama da expansão dos ônibus elétricos no Brasil e no mundo e as políticas adotadas no Brasil que impactam na adoção e na produção de ônibus elétricos.

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Gás Natural

Um novo ciclo para a política industrial do petróleo e gás no Brasil

O artigo analisa o desempenho da política industrial no setor de petróleo e gás no Brasil, revisitando a experiência da política de conteúdo local e outros instrumentos adotados desde os anos 2000. O objetivo é identificar lições e propor diretrizes para um novo ciclo de desenvolvimento industrial mais competitivo e inovador. São apontadas falhas do passado, como o foco excessivo em reserva de mercado, a baixa coordenação entre políticas e a ausência de estímulos às empresas fornecedoras. Além de substituir obrigações rígidas por incentivos à inovação, exportações e setores estratégicos, fortalecer a PD&I junto a fornecedores, retomar o CT-Petro e aprimorar instrumentos de financiamento, visando inserir empresas brasileiras nas cadeias globais de valor.

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Combustível

Incoerências entre o PATEN e o Renovabio: uma atualização

Este estudo atualiza a análise apresentada no artigo “Incoerências entre o PATEN e o Renovabio: Uma análise comparativa das intensidades de carbono do GNV, gasolina e diesel no contexto das políticas de transição energética brasileiras”, publicado no Ensaio Enérgico no dia 23 de junho de 2025. O trabalho anterior mostrou que enquanto o Renovabio classifica o GNV como mais poluente que a gasolina e o diesel, o PATEN o posiciona como uma alternativa de descarbonização. Apesar dessa contradição, os incentivos ao gás natural têm se intensificado, especialmente após a derrubada de dois vetos pelo Congresso Nacional: um relacionado ao PATEN e outro ao Programa Mover. Paralelamente, a EPE revisou a IC do GNV, mas os novos valores não sustentam o gás natural como um vetor de descarbonização. Diante disso, o presente artigo tem como objetivo atualizar a análise comparativa das ICs do GNV, da gasolina e do diesel. A principal conclusão é que a contradição entre o papel atribuído ao GNV nas estratégias de descarbonização e as políticas públicas que o incentivam no setor de transportes brasileiro ainda persiste. Essa incoerência evidencia a necessidade urgente de ajustes regulatórios, para que o país não baseie sua transição energética em premissas equivocadas.

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Gás Natural

Revisão Tarifária no Setor de Transporte de Gás: Melhores Práticas e o Caso Brasileiro

As duas transportadoras de gás natural formadas após a venda de ativos da Petrobras, NTS e TAG, encontram-se atualmente em um processo de revisão tarifária previsto pela regulação setorial, decorrente do vencimento de determinados contratos de longo prazo firmados entre a Petrobras e as transportadoras. Esse processo ocorre em um contexto conflagrado do setor de gás, inflamado pela pressão do governo para redução dos preços do gás ao mercado final e pela dificuldade de viabilizar termelétricas a gás natural conectadas à rede no Leilão de Reserva de Capacidade . Nesse contexto, surgiu um debate que inclui propostas de incorporar os contratos legados ainda vigentes na atual revisão e promover uma dedução da Base Regulatória de Ativos dessas transportadoras. Este artigo busca dar uma contribuição ao debate através da análise do arcabouço regulatório da revisão tarifária no setor de transporte de gás e das boas práticas internacionais. O artigo mostra que existe uma metodologia de revisão tarifária em vigor e que já foi aplicada na chamada pública da TBG, além de um arcabouço regulatório que aponta para a preservação de contratos legados. Ainda que sempre seja possível aprimorar as práticas regulatórias, rupturas no arcabouço regulatório e o desrespeito a contratos assinados podem gerar um aumento da percepção de riscos em toda a cadeia de valor que podem comprometer investimentos no setor.

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Bioenergia

Incoerências entre o PATEN e o Renovabio: Uma análise comparativa das intensidades de carbono do GNV, gasolina e diesel no contexto das políticas de transição energética brasileiras

Este estudo dá continuidade ao estudo “Inconsistências no Renovabio e seus impactos sobre o Programa Nacional de Descarbonização do Gás Natural”, publicado no Ensaio Enérgico no dia 19 de maior de 2025. Partindo da premissa anterior de que a Intensidade de Carbono (IC) do GNV no Renovabio está provavelmente superestimada, questiona-se sua real capacidade de descarbonização. Paralelamente, o aumento do limite obrigatório de adição biocombustíveis nos combustíveis fosseis tradicionais, estabelecido pela Lei do Combustível do Futuro, aumenta as incertezas sobre o papel do GNV. Em contraponto, o Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN) incentiva o GNV como combustível de transição. Diante dessa divergência, o artigo realiza uma análise comparativa das ICs do GNV, gasolina C e diesel B, evidenciando uma contradição fundamental: enquanto o Renovabio atribui implicitamente ao GNV uma IC superior (80,36 gCO₂eq/MJ) às dos combustíveis tradicionais (gasolina C: 71,12 e 76,16 gCO₂eq/MJ; diesel B: entre 70,84 e 78,42 gCO₂eq/MJ), o PATEN o promove como alternativa de descarbonização. Essa incoerência exige urgentes ajustes regulatórios e técnicos para que o Brasil não corra o risco de adotar estratégias de descarbonização baseadas em premissas equivocadas

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Energia Elétrica

Transição Energética e Potencial de Cooperação em Renováveis entre os Países do BRICS

Os países do BRICS ilustram as diferentes trajetórias de transição energética, com distintos pontos de partida (composição da matriz energética), objetivos e políticas adotadas. Observando os cinco países que compunham o BRICS antes de sua expansão em 2024, há uma forte dominância de fontes fósseis, com China, Africa do Sul e Índia muito dependentes do carvão. O Brasil já conta com elevada participação de fontes renováveis na matriz energética e no mix de geração de eletricidade. A diversidade se traduz em oportunidades para a cooperação na área energética e a nova ordem geopolítica global trazida com o início do segundo mandato de Donald Trump tende a impulsionar a busca por parcerias no âmbito dos BRICS. As novas tendências tecnológicas representadas pelo hidrogênio verde e pelos grandes projetos de data centers podem intensificar essas oportunidades.

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