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INTRODUÇÃO
Segundo a SEEG[1], foram emitidos no Brasil cerca de 95,7 MtCO2e somente por resíduos em 2024. A disposição final foi responsável por 65,9% dessas emissões, um valor de aproximadamente 63,09 MtCO2e. Dessa forma, é possível inferir que a destinação final dos resíduos, ou seja, os aterros sanitários, acaba gerando uma grande quantidade de emissões de gases.
Os aterros sanitários são uma tecnologia que permite escapes de metano em quantidades relevantes. As emissões fugitivas podem ocorrer em diversas fases do processamento em aterros sanitários, seja pela própria superfície do aterro, uma emissão mais difusa, ou por emissões mais pontuais e concentradas, que ocorrem devido a falhas no sistema de cobertura final, flares ineficientes e sistemas de coleta de gás deficientes (RMI, 2024).
Tendo em vista essa problemática envolvendo a destinação final de resíduos, o conceito Waste to Energy (WtE) se torna interessante. Além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa proveniente do lixo, ela também impõe a economia circular. Os resíduos são utilizados para a geração de energia, ganhando o propósito de matéria-prima. A Unidade de Recuperação Energética (URE) Barueri[2], que está com previsão de operação para 2027, e produzirá energia através da incineração dos resíduos, é um exemplo de projeto que segue o conceito WtE.
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INEFICIÊNCIA DOS ATERROS SANITÁRIOS NA OTIMIZAÇÃO DA CAPTAÇÃO DO BIOGÁS
Os aterros sanitários apresentam diversos registros de emissões fugitivas, uma parte deles vem de fontes como o sistema de cobertura final dos resíduos. A “liner”, no sistema de cobertura convencional de aterros, é a cobertura de solo compactado colocada sobre os resíduos de forma a criar uma barreira impermeabilizante. Assim, por ser a camada mais externa, ela está mais suscetível às variações ambientais. Dessa forma, a eficiência dela é reduzida com o tempo, aumentando as emissões fugitivas do aterro sanitário, mesmo quando ele apresenta um sistema de captação de biogás (Moreira, 2020). Outros fatores que também podem influenciar as emissões fugitivas são a profundidade e a quantidade de drenos de gases, as dimensões da célula onde os resíduos estão dispostos, a idade dos resíduos e as condições climáticas da região.
Existe uma farta literatura que busca estimar o percentual de metano que escapa para a atmosfera nos aterros. Nos aterros onde há o aproveitamento do biogás, vai infraestrutura de captação. Um percentual entre 65%-80% do metano gerado pode ser capturado, a depender das tecnologias utilizadas no aterro. Assim, o volume de metano que escapa para a natureza varia de 20-35% do total gerado no aterro (Oonk, 2012; Spokas, 2006; Souza, 2017). Em aterros sanitários que possuem infraestrutura de produção de biogás, existem os períodos de baixa eficiência (início da operação) e os de alta eficiência (após o fechamento e selagem), trazendo uma dificuldade a mais no cálculo de uma média de emissão fugitiva.
Já as emissões para o caso em que os resíduos não são levados para aterros, mas são processados em biodigestores, as emissões por escape de metano são muito mais baixas. A literatura traz diferentes médias de perda de metano (CH4) dependendo do tipo de resíduo. Águas residuais e agrícolas têm uma média ponderada de 2,5% (Scheutz, 2019). Enquanto bioresíduos, incluindo resíduo orgânico urbano, têm uma média ponderada de escape de 1,1% (Liebetrau, 2017). Portanto, levar o resíduo orgânico urbano que ia ser destinado a aterros para biodigestores gera uma grande redução de emissões que pode ser convertido em crédito de carbono.
Em um estudo conduzido nos Estados Unidos por meio de sensoriamento aéreo remoto, constatou-se que 52 dos 217 aterros sanitários pesquisados em 17 estados dos EUA emitem por ano um valor de 15 MtCO2e por meio da workface[3], representando 15% do total das emissões reportadas para aterros no país em 2022 (Scarpelli, 2024). É um número impressionante, considerando que são emissões da workface de apenas 4% dos aterros sanitários existentes nos EUA, ou seja, apenas uma fração do valor das emissões fugitivas.
Outro estudo, desta vez conduzido no Brasil, analisou dois aterros sanitários (Bandeirantes e Caieiras) que, mesmo com infraestrutura considerada adequada, apresentavam emissões fugitivas de metano por meio da camada de cobertura. No aterro Bandeirantes houve um registro de 16% de fuga em relação ao total de gás produzido e de 35% no Caieiras (Silva, 2013).
Vários estudos apontam que as emissões fugitivas que ocorrem nos aterros sanitários podem ser maiores do que os registros. Mesmo com as medições locais, os dados podem ser distorcidos devido à variabilidade espacial e temporal encontrada em aterros. Além disso, existe a questão da heterogeneidade da composição do resíduo (Di Bella, 2011 e Gil-García, 2024). Esses e diversos outros fatores contribuem para a geração de incertezas quanto à quantificação das emissões fugitivas dos aterros sanitários.
Na Figura 1, pode ser observado um gráfico que representa as emissões do setor Resíduos por categoria emissora no Brasil em 2024. O tratamento biológico de resíduos não apresenta emissões significativas (0,03 MtCO2e), a incineração ou queima a céu aberto assim como os efluentes líquidos industriais têm valores reduzidos de emissões, 1,45 e 5,95 MtCO2e respectivamente. Os efluentes domésticos possuem uma parcela considerável dessas emissões, apresentando um valor de 25,18 MtCO2e, quase 5 vezes o valor dos efluentes líquidos industriais. É importante ressaltar que a disposição final sozinha é responsável por mais da metade das emissões totais dos resíduos (63,09 MtCO2e). Assim, levando em conta que o método de disposição final aplicado em larga escala no Brasil são os aterros sanitários, e as informações levantadas pelos estudos citados, conclui-se assim que os aterros sanitários têm uma elevada pegada de carbono.
Figura 1: Emissões (MtCO2e) do setor Resíduos por categoria emissora no Brasil em 2024

Fonte: SEEG[4]
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O PANORAMA MUNDIAL DAS POLÍTICAS WASTE TO ENERGY
O conceito “Waste to Energy” (WtE) é baseado na recuperação energética. Os projetos que seguem essa proposta utilizam os resíduos orgânicos, que iriam ter como destino final, na maioria das vezes, os aterros sanitários, já que não há uma cultura de reciclagem deles. A recuperação energética desses resíduos orgânicos é normalmente feita através da biodigestão para a geração de biogás/biometano ou da incineração para geração de energia. Considerando que o metano, emitido pelos aterros, retém, aproximadamente, 80 vezes mais mais calor do que o CO2, em um período de 20 anos (Forster, 2021), a necessidade das tecnologias WtE se torna iminente. A redução das emissões de metano dos aterros sanitários seria um grande passo para frear o aquecimento global.
O mercado de recuperação energética de resíduos encontra-se em rápida expansão. A população mundial cresce cada vez mais a cada ano, aumentando a produção de resíduos e, por consequência, a matéria prima da recuperação energética. Por sua vez, os regulamentos ambientais sobre a gestão de resíduos estão ficando mais rigorosos, obrigando os governos a buscarem modelos mais sustentáveis para a destinação de resíduos. Tudo isso e muitos outros fatores incitam a utilização de tecnologias de recuperação energética, uma vez que se alinham com os novos objetivos que surgem na sociedade mundial atual (ABREN, 2023).
A União Europeia tem caminhado na direção do WtE com a meta de promover a economia circular nos países membros. Assim, o Parlamento Europeu publicou a Resolução 2020/2077(INI) de 10 de fevereiro de 2021 que trata do novo plano de ação para a implementação da economia circular (European Parliament, 2021). A Resolução se baseou na diretiva dos aterros sanitários (EU) 2018/850 do Conselho e Parlamento Europeu, na qual a meta principal é o limite no descarte do lixo municipal em aterros em no máximo 10% até 2035 (European Commission, 2024). A Resolução 2020/2077(INI) busca promover a economia circular, que tem como objetivo central a redução significativa da utilização global de recursos naturais e a produção de resíduos. Ao propor essas políticas a União Europeia incentiva o surgimento e a utilização das tecnologias de reaproveitamento energético.
Como reflexo das políticas europeias alinhadas com o conceito WtE, houve a formação da ESWET[5], uma associação dos fornecedores das tecnologias que realizam os processos voltados para a recuperação energética de resíduos. A Kanadevia Inova[6] é uma das empresas que atuam em plantas WtE e de biogás pelo mundo todo, principalmente na Europa. Ela desenvolve projetos, fornece tecnologias e opera plantas, algumas dessas atuações estão localizadas no Reino Unido, Dubai, Austrália e Rússia.
Complementarmente, a China também tem sido uma das líderes da política WtE. Um exemplo é a Usina de Incineração de Resíduos Domésticos de Asuwei, que processa até 3.000 toneladas de resíduo por dia e fornece cerca de 420 milhões de quilowatts-hora por ano à rede de Pequim (ABREN, 2025). Além disso, a energia térmica gerada durante a incineração é utilizada para aquecer a própria usina.
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O PANORAMA DAS POLÍTICAS WASTE TO ENERGY NO BRASIL
No Brasil, a regulação da gestão de resíduos e as plantas e processos WtE ainda estão em desenvolvimento. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei n.º 12.305/2010 (Brasil, 2010), foi quem estabeleceu diretrizes para a reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. O principal foco desta lei foi a eliminação dos lixões e com metas para implementação de aterros sanitários no país, como pode ser visto no artigo 3.º, que cita que disposição ambientalmente adequada é em aterros. A reciclagem no Brasil não teve um objetivo de aproveitamento energético, houve um foco grande em cooperativas de catadores e geração de emprego com reciclagem de produtos de maior valor de mercado como latinhas e plástico.
Mais recentemente, em 2025, foi proposto pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima o Plano Nacional de Redução e Reciclagem de Resíduos Orgânicos Urbanos (PLANARO), tratando da reciclagem de resíduos orgânicos e buscando estimular a redução da destinação de resíduos orgânicos compostáveis a aterros sanitários (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 2025). O princípio fundamental do PLANARO é a priorização da gestão de resíduos. O primeiro objetivo é evitar a geração de resíduos orgânicos, quando isso não for possível, os resíduos orgânicos urbanos devem receber destinação ambientalmente adequada, com prioridade para processos de reciclagem, como a compostagem ou a biodigestão anaeróbia.
Algumas das diretrizes e estratégias do Plano são: i) Ampliar a compostagem e reciclagem de ROU; ii) Priorizar soluções de valorização de ROU, visando à redução gradual da disposição final; iii) Consolidar e expandir a coleta seletiva em, no mínimo, três frações: orgânicos, recicláveis secos e rejeitos; iv) Fomentar o mercado de biogás e biometano derivados de ROU. Essas diretrizes se alinham com o conceito WtE de aproveitamento energético dos resíduos, especialmente com o de aproveitamento de resíduos orgânicos urbanos para a geração de biometano.
Além disso, o PLANARO tem como um de seus maiores objetivos a valorização dos resíduos orgânicos urbanos com um plano de curto, médio e longo prazo. Até 2030 espera-se ter 31,6% dos resíduos valorizados, até 2035 seriam 41,9% e até 2050 a valorização atingiria 73,5%.
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APROVEITAMENTO DE RESÍDUOS ORGÂNICOS URBANOS PARA GERAÇÃO DE BIOMETANO
Tendo em vista o interesse da política pública nacional de reduzir o envio de resíduos orgânicos urbanos para aterros sanitários, o grande volume destes resíduos no Brasil e a necessidade de fomento do mercado de biogás, a implementação de projetos de aproveitamento energético utilizando resíduos orgânicos urbanos e biometano torna-se uma alternativa WtE atrativa.
Já existem projetos voltados para o aproveitamento de resíduos orgânicos urbanos para geração de biometano. São Paulo tem demonstrado amplo interesse no tema, uma parte da frota de caminhões da coleta de lixo municipal teve a troca de abastecimento a diesel por biometano evitando a emissão de 17,4 mil toneladas de CO₂ por ano e reduzindo o consumo de 7 milhões de litros de combustível fóssil. O Orçamento Climático da Prefeitura de São Paulo prevê 122 bilhões de reais até 2029 em ações voltadas à sustentabilidade e à neutralização de carbono (São Paulo, 2024).
A Prefeitura de São Paulo, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), investiu cerca de 9 milhões de reais em um projeto piloto para o tratamento de resíduos sólidos no município de Bertioga (SP). O empreendimento concentra-se em um único Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, estruturado com três equipamentos principais: um sistema semimecanizado de triagem de recicláveis, um biodigestor destinado ao tratamento da fração orgânica e um incinerador para rejeitos. No modelo adotado, não há coleta porta a porta; em vez disso, foram instaladas 14 duplas de contêineres de mil litros para a disposição de resíduos orgânicos (contêineres verdes) e rejeitos não reaproveitáveis (contêineres cinza), bem como quatro pontos de descarte para recicláveis, com capacidade de 2.500 litros e sinalização na cor azul. Dessa forma, cabe a moradores e comerciantes realizar o descarte correto diretamente nos contêineres, conforme o sistema implementado (Lima, 2018).
A Energisa é uma das empresas que também tem investido no aproveitamento de resíduos para a produção de biometano, exceto que seus empreendimentos lidam com resíduos industriais de regiões agrícolas. O Grupo Energisa possui uma planta em Santa Catarina com capacidade de produção de biometano de 25.000 m³/dia (Energisa, 2024). O Grupo realizou também a aquisição de 52% da empresa Lurean do Paraná, que atua no tratamento de resíduos e comercialização do adubo orgânico. Dessa forma, a Energisa terá outra planta de biometano com capacidade de 28.000 m3/dia (Energisa, 2025).
De acordo com o relatório do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), em 2025, no Brasil, foram geradas 88.110.000 toneladas de resíduo sólido urbano, dos quais 45,5% são resíduos orgânicos urbanos, resultando em 40.090.050 toneladas. Se considerarmos 10% desse valor (4.009.005 toneladas) para a coleta seletiva, o potencial para a produção de biometano é de 1.603.602.000 m³/ano, adotando como premissa que o rendimento do biometano obtido por meio de lixo orgânico é de 400 m3/ton[7]. Logo, a coleta seletiva de lixo orgânico urbano tem o potencial de contribuir de forma significativa para a oferta de biometano no Brasil.
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CONCLUSÃO
Os dados apresentados neste artigo evidenciam que a destinação final de resíduos em aterros sanitários representa um dos principais focos de emissões de gases de efeito estufa no Brasil, sobretudo de metano. As ineficiências estruturais e operacionais dos aterros, associadas às emissões fugitivas, limitam significativamente o aproveitamento energético e ampliam os impactos ambientais desse modelo.
Nesse contexto, as tecnologias de Waste to Energy (WtE) surgem como uma alternativa estratégica para reduzir emissões, promover a economia circular e diversificar a matriz energética. A experiência internacional demonstra que políticas públicas claras, metas regulatórias ambiciosas e incentivos adequados são fundamentais para viabilizar a recuperação energética de resíduos em larga escala. Enquanto Europa e China avançam rapidamente na implementação dessas soluções, o Brasil ainda se encontra em estágio inicial, com projetos pontuais em desenvolvimento.
Além disso, foi estipulado o potencial de geração de biometano através da biodigestão de resíduos orgânicos urbanos. Com apenas 10% do lixo, seria possível produzir 1.603.602.000 m3/ano. Assim, a ampliação do WtE no Brasil representa uma oportunidade relevante para mitigar emissões de metano e de aproveitamento energético dos resíduos.
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REFERÊNCIAS
ABREN – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RECUPERAÇÃO ENERGÉTICA DE RESÍDUOS; WTERT. Mercado Waste-to-Energy (WtE) ultrapassará US$ 48,63 bilhões com taxa crescente de 4,7% até 2030. [S. l.]: Equipe ABREN, 24 out. 2023. Disponível em: https://abren.org.br/mercado-waste-to-energy-wte-ultrapassara-us-4863-bilhoes-com-taxa-crescente-de-47-ate-2030/. Acesso em: 4 dez. 2025.
ABREN – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RECUPERAÇÃO ENERGÉTICA DE RESÍDUOS. China é pioneira em tecnologia de conversão de resíduos em energia, alimentando cidades verdes sob a orientação ecológica de Xi. Brasília, DF, 2025. Disponível em: https://abren.org.br/china-e-pioneira-em-tecnologia-de-conversao-de-residuos-em-energia-alimentando-cidades-verdes-sob-a-orientacao-ecologica-de-xi/. Acesso em: 27 dez. 2025.
BRASIL. [Lei No, de de 2010] Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm. Acesso em: 25 ago. 2025.
DI BELLA, G. et al. Modeling of methane emissions from Municipal Solid Waste landfills: Comparison of different approaches. Waste Management, [s. l.], v. 31, n. 9-10, p. 2000-2011, set./out. 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.wasman.2011.03.013. Acesso em: 27 dez. 2025.
ENERGISA. Energisa aposta em biometano. 2024. Disponível em: https://ri.energisa.com.br/noticias_cpt/energisa-aposta-em-biometano/. Acesso em: 28 mar. 2026.
ENERGISA. Grupo Energisa adquire participação majoritária em planta para produção de biometano. 2025. Disponível em: https://www.energisa.com.br/noticias/cop30/grupo-energisa-adquire-participacao-majoritaria-em-planta-para-producao-de-biometano. Acesso em: 28 mar. 2026.
EUROPEAN COMMISSION. Landfill Directive – Directive (EU) 2018/850. 2024. Disponível em: https://circular-cities-and-regions.ec.europa.eu/support-materials/eu-regulations-legislation/landfill-directive-directive-eu-2018850. Acesso em: 2 jun. 2025.
EUROPEAN PARLIAMENT. Resolução do Parlamento Europeu, de 10 de fevereiro de 2021, sobre o novo plano de ação para a economia circular. 2021. Disponível em: https://www.europarl.europa.eu/doceo/document/TA-9-2021-0040_PT.html. Acesso em: 2 jun. 2025.
FORSTER, P. et al. The Earth’s Energy Budget, Climate Feedbacks, and Sensitivity Supplementary Material. In: MASSON-DELMOTTE, V. et al. (ed.). Climate Change 2021: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge: IPCC, 2021. Disponível em: https://www.ipcc.ch/report/ar6/wg1/downloads/report/IPCC_AR6_WGI_Chapter_07_Supplementary_Material.pdf. Acesso em: 10 abr. 2026.
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https://www.cewep.eu/wp-content/uploads/2022/06/CEWEP-WtE-Climate-Roadmap-2022.pdf.pdf
Notas
[1] Informações disponíveis em https://plataforma.seeg.eco.br/territorio/brasil
[2] Informações disponíveis em https://urebarueri.com.br/
[3] Workface corresponde à área de trabalho do aterro. Ou seja, uma fração relativamente pequena da área dos aterros, a depender da maturidade do aterro.
[4] Informações disponíveis em https://plataforma.seeg.eco.br/territorio/brasil
[5] European Suppliers of Waste-to-Energy Technology. Mais informações disponíveis em https://eswet.eu/
[6] Informações disponíveis em https://www.kanadevia-inova.com/index.php
[7] Uma média da faixa indicada pela International Energy Agency no Outlook for Biogas and Biomethane 2025.
Sugestão de citação: Almeida, E. F.; Brito, B. A. A. O desenvolvimento do conceito Waste to Energy e a ineficiência dos aterros sanitários. Ensaio Energético, 06 de maio, 2026.
Conselheiro Editorial do Ensaio Energético. É professor e pesquisador do Instituto de Instituto de Energia da PUC-Rio (IEPUC) e Presidente eleito da Associação Internacional de Economia da Energia - IAEE. Doutor em Economia Aplicada pela Universidade de Grenoble na França.

Beatriz de Almeida Alves de Brito
Atualmente é graduanda em ciências biológicas pela PUC-Rio e estagiária do Instituto de Energia da PUC-Rio.





